domingo, 31 de julho de 2011

Rosas, Girassóis e Hortências


Ao som de Dee Purple


O bom rock'roll toca a todo vapor, algumas latinhas já estão espalhadas e é possível distinguir as risadas.

O vaso de flores ainda está intacto... um ramo de hortências, rosas cor de rosa e girassóis alaranjados. Sutilesas, que certamente não notaram, mas que lá está... para saudá-los.

Uma almofada voa pelos ares enquanto uma discução acalorada sobressai na cozinha...


Uma canção distorcida de bom dia... e-mails em nível colegial para amenizar as tardes de trabalho.






As rosas cor de rosa, são sensíveis e sensuais.
Personalidade forte em meio a tanta pigmentação...
Seu aroma característico, lhe faze notar em meio as outras flores.

O forno apita, o almoço está na mesa... mas a tensão da disputa nos jogos de video-game falam mais alto que a fome.


Brigas por motivos tolos, dramas típicos de crianças birrentas que não vivem separadas...



Os girassóis, possuem uma natureza individualista e uma fascinação pelo sol, que fazem daquele que tem tudo para ser esbone, simplesmente simpático e querido.


Caronas e trocas de carinho enredam nossas rotinas, sem faltar uma pitada de irônia como toque especial.


Piadas internas, cumplicidade, arranhões e ausência total de pudor na conjugação dos verbos...




As hortências azuis se destacam por sua cor atípica e serena, misteriosas a primeira vista... peculiar com a convivência.

Mecheu com um, mecheu com todos. Um chora, três acodem... mas sem ilusões, comentários desnecessários e piadinhas maldosas fazem parte do pacote.

Um álbum de fotografias em construção, um vaso de flores um tanto quanto exótico, hábitos sendo desvendados e cores espalhadas e diluidas em orvalho...



Escondida entre hortênsias, rosas e girassóis lá está ela... uma pequenina flor do campo branca... Totalmente feliz entre os novos amigos... agrupados em um belo jarro de vidro estampado de vaquinha.


A música já está baixa, o peso do álcool no ar, garotos e garotas dormem em almofadas e colchas de retalho...





A alegria se confunde ao aroma das flores, que permanecem no mesmo vaso de material quebrável ... vaso, estampado de carinho por aqueles que nem sempre estão na confusão de cores de aromas, mas que são especiais ao seu modo.

Aparentemente neutra, camuflada entre as cores... a quem jure ver uma flor do campo sorrir para outras flores... quase que a dançar ao toque de guitarras e gaitas...



Enquanto houver água limpa e sorrisos sinceros, as flores estaram juntas a saudá-los a cada novo encontro.

domingo, 24 de abril de 2011

Sutilezas

Resultado de imagem para xícara de café


Para ser lido ao som de Tulipa Ruiz

O cheiro de café a desperta, uma pilha de jornais lidos num canto da sala lhe lembra, que algumas coisas devem ser organizadas e aquela exposição visitada.

A música da banda desconhecida toca sem pedir licença, bem ali, na superfície do subconciênte.

O café está do jeito que gosta... doce, o suficiente para que não perca o gosto forte e instigante.

O banho é longo e relaxante. O telefone toca.

O broto ligando pra avisar que a parente de décimo quinto grau morreu e que será forçado a trocar o aconchego do cinema por sei lá quantas horas de ônibus para uma cidade com nome de índio.

Aham, finge que acredita e que não sabe, que na verdade neste exato momento ele está se direcionando para um bar qualquer com intenções de sexo fácil. E no seu tom mais convincente se faz de compreensiva e lhe oferece condolências.

Meia hora de rasgações de seda e promessas de outro encontro, encerra a ligação.

Sem querelas, vai até o armário sem portas a procura da roupa perfeita. Algo casual, confortável e charmoso. Afinal, é o minimo que se espera de uma mulher que vai sozinha ao cinema. Autoconfiança e elegância.

***

Antes de sair do prédio, confere a maquilagem no espelho da portaria e vai caminhando até o cinema.

Ela gosta do movimento da cidade e de observar os transeuntes... temperatura agradável e promessas de uma tarde ensolarada.

Vai até a bilheteria, confere o horário do filme pré escolhido (não o que assistiria com o broto, mas sim aquele romance excêntrico que certamente tem como destino o "Telecine Cult"). Compra o bilhete para daqui duas horas e sai sem pressa, caminhando pela rua simpática... olhando um anel aqui, um chapéu acolá.

Entra no restaurante de esquina, escolhe a mesa com vista para o jardim e pede aquela salada de rúcula com tomates secos, uma fatia do quiche de queijo e o já conhecido suco de melão com pedrinhas de gelo feito de saquê.

***

Ainda tem uma hora antes da sessão começar.

Caminha descontraidamente, cantarolando sem perceber a canção da banda desconhecida, que está ali, lhe saudando desde que acordou...

Entra na livraria acolhedora, instalada em um sobrado antigo que lhe cai muito bem. Sempre achou, que esse tipo de lugar são os melhor, em qualquer lugar do mundo... Arquitetura antiga, vitrais charmosos e uma "chaise longue" a sua espera.

Sem muita procura, bate os olhos em um livro com ar cansado e sedento de companhia. Teu faro não se engana, troca meia dúzia de gentilezas com a proprietária da livraria, compra o livro satisfeita e sai... feliz com a mais nova aquisição, que ta mais para "amizade prestes a se estabelecer".

***

Falta 30 minutos para o filme começar. Compra uma garrafa d'água, 2 pacotinhos de confetes de chocolate, entra no cinema com som de alta-resolução e poltronas confortáveis. Instala-se na terceira fileira, na poltrona do meio... bem no centro da tela (acompanhada ou não, bons lugares sempre).

O filme começa, ela esquece do broto, do livro, do mundo que existe fora daquela sala.

A história prende totalmente tua atenção, lhe faz rir... lhe causa apreensões... a faz chorar e a rir (de novo) logo em seguida.

Como não poderia deixar de ser, quando as luzes se acendem e a tela volta a ser apenas uma tela... ela não é mais a mesma.

Sai dali com novas impressões, a sensibilidade aguçada e outra visão de beleza.

***

O roteiro não muda muito, vai caminhando até aquele outro café fora de mão... mas que o charme e a promessa de bom papo sempre te faz voltar.

Senta de frente para porta, de modo que possa apreciar o pôr do sol e estabelecer os novos laços de amizade, com o livro sedento de companhia.

A garçonete, traz o café de costume... e o papo flui até o cair da noite, com teu mais novo amigo de páginas amareladas e ótimo gosto.

Uma pena que ele não goste de café!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Muito Gelo - Pouco Açúcar


Imagem relacionadaEles se conhecem a muito tempo e nunca se viram.

Ele oferece conversa fluídica e leve, acompanhado por um cálice de bom humor.
Ela, bem... Ela é uma dose dupla de muito gelo e pouco açúcar, temperado à poesia.   

Mesmo no universo virtual, ali existe uma boa e bem delineada amizade, com cores definidas e diferenças latentes.
  

Ele sempre se mostrou um cara de raízes arraigadas e personalidade forte (chato por natureza).


Já ela, mutável como as águas do Danúbio (Sim, se pudesse ela teria acampado em suas margens apenas para sentir a brisa matutina).

Uma relação cheia de lacunas, ele sempre atencioso, ela sempre arredia.
Um cenário cujo tema principal se estabeleceu a ironia, nos bastidores a confiança se fazia presente.

Experiências dignas de Shakespeare, bailando da comédia à tragédia.
Vidas paralelas que se trombam em algumas encruzilhadas.

Ela com vocabulário requintado e tendências contemporâneas (mas sempre teve um fraco pelo démodé).
Ele... bom, ele sempre foi ele mesmo. Simples, de sinceridade cortante e sem falsos moralismos.

Dois seres: Um homem, uma mulher... amigos, simples assim.

Tempo; Mudanças; Alfinetes; Desencontros!

O encontro um dia teria que sair, e saiu. Um sorvete que na verdade foi o bom, velho e seguro suco de morango... com muito gelo e pouco açúcar. Afinal os padrões deveriam ser preservados.

"Papo fluídico e suco de morango"

O terreno estava seguro, afinal a muito havíamos passado da fase do estranhamento. Uma noite agradável entre amigos (dentro dos padrões).

É quando os padrões são rompidos que pessoas como ela se aproximam do pânico;

Ele sempre viveu suas experiências de peito aberto, lidando corajosamente com os arranhões.
Ela... realista para as coisas práticas. Porém de perto, quando se vê através do gelo, é puro açúcar.

Inesperadamente as diferenças passam a ser anemas, já as cores... Não é mais possível delineá-las.

Ele chegou perto de mais.

Ela, mesmo com medo, não quer mais tanto gelo.

Se antes o poema era a base de morangos mofados, agora ela deseja apenas os mais vermelhos e suculentos... doces como os beijos dele.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Em Busca da Metáfora Perdida




T
ua voz me lembra poesia pré-modernista com um "quê" de neoliberalismo voltado ao romantismo. Ousadia na vida, conservadorismo na literatura, aventura na música.
Sentimentos arbitrários, intelectualidade combinada com desprendimento... reflexões de alto risco.

Um homem repleto de personalidade, capaz de despertar paixões atemporais, sensivelmente insensível quando o verbo é "prender-se".

Saudades latente dos olhos de carvalho com brilho de amêndoa, sucedido de beijos quentes que remetem chocolate. Clichês românticos de filme "cult" que me faz sentir criança. Um carrocel de sensações e fagulhas de magia. Uma doce miragem em dias sedentos.

Ao seu lado é tudo sem nexo, retrocesso, meio bossa nova, meio rock' roll.
Nunca sei se é sexo selvagem ou sede de amor.

Definir-te é como objetivar a metáfora, é unificar o multifacetado... perder a perspicácia do "malcartismo".

Te querer se tornou inconsciente... é como sambar o samba boêmio. É leve e fluídico, não necessita de passos acrobáticos e coreografias complexas. Basta fechar meus olhos e deixar a melodia me conduzir.

Te busco em fragmentos de poesia, na sensibilidade do blues... no meu corpo que retêm teu cheiro e na delicadeza do teu ser que me é tão sensível e lúdico.

Não busco entendimentos imediatos... busco apenas a metáfora que fugiu do meu convívio.

****

Imagem relacionada
Amigos, peço desculpas pelo "sumiço"... mais uma mudança, acesso restrito a internet por tempo indeterminado. Espero resolver essas questões em breve e voltar ao fluxo de postagens e comentários natural do ócio.
Agradeço ao carinho dos que estão sempre presentes.
Beijos

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Partida

Imagem relacionada


A
s pessoas circulam caladas, o cheiro fúnebre das rosas adorna o ambiente, as lágrimas fluem assim como as águas de um rio. O nó na garganta se torna apenas um desconforto se comparado a dor no peito e o sangrar das almas.

Horas do mais puro jorrar de lembranças, pequenos momentos que se tornam dolorosamente pessoais e únicos, onde cada palavra proferida se torna preciosa, santificada.

O vazio da perda é como uma ferida aberta que dia após dia tende a se tornar apenas uma cicatriz, a tristeza se torna saudade.

E quando você se da conta que aquela voz se calou e sua alma passou a fazer parte do infinito, a vida passa a ter outro sentido, você passa a dar valor a cada sorrir, a cada olhar...

Fecho meus olhos e vejo sua face equilibrada, tranquila. Tão clara, tão lúcida... é na "ausência" que sinto sua presença.

Serena e confiante ela parte, deixando em minha memória e em meu coração a mais nobre das lições.
O amor!

Amor pela vida, amor pela família, o amor próprio.

Os parentes, os amigos, os filhos... cada um faz sua oração. É o momento da despedida.
Mais uma vez as rosas dividem seu aroma com o forte cheiro de terra molhada.

A chuva cai para lavar nossas almas e amenizar nossa dor, enquanto a marcha fúnebre é a trilha sonora de um momento que o silêncio é a mais longa das orações.



Esse texto era algo que estava devendo a mim mesma, lidar com a perda é sempre doloroso. Mas é preciso treinar o desapego e fazer as devidas despedidas. A ti minha querida tia "Rose" que não se encontra mais nesta esfera de nossas existências.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

♥ SeLoS ²



10 Coisas que não saem da minha cabeça!

♥ Perspectivas e planos de mais uma mudança;
♥ Sobre amar;
♥ Anne Rice (vidrei nos livros dela, se é que me entendem);
♥ A distância e seus imperativos;
♥ Como tornar o ócio lucrativo (Trabalhar!);
♥ Autocontrole e dietas;
♥ Feichecleres;
♥ Guitar Hero (incrível como vídeo games penetram em nossas mentes);
♥ O retorno a faculdade;
♥
Chocolate x Sorvete (na dúvida).

Regras: ¹ Postar o link de quem te presenteou. ² Dizer 10 coisas que não saem da sua cabeça.
³ Indicar para 10 blogs e avisá-los.
Obs: As indicações serão feitas no final do poste para os dois selos.


7 Coisas que ressalto em mim!

♥ Sei ser sensível e realista (não necessariamente simultaneamente);
♥ Teimosa, teimosa, teimosamente teimosa... ;
♥ Ciumentamente ciumenta;
♥ Devoradora de livros (para não dizer Fissurada, Vidrada, Compulsiva);
♥ Feliz em demasia (traduzindo: tenho crises "histéricas" de riso);
♥ Chocólatra compulsiva; (compulsiva de novo)
♥ Acredito na vida, no amor e que as pessoas sempre tem algo de bom a oferecer.

Regras: ¹ Agradecer quem te deu o selo. ² Ser seguidora. ³ Escrever 7 coisas interessantes sobre mim e repassar pra 7 amigos.

Os dois selos me foi dado pela Jess pelos respectivos blogs (http://trickster-jess.blogspot.com/ e http://theredemption-jess.blogspot.com/).
Obs: Obrigada pelo carinho e pelos selos Jess, os adorei. (E devo confessar que foi interessante seguir "suas regras". :p)

Repassando: Repassarei os dois selos para as 10 pessoas, uma pequena "quebra" as regras que acredito ser perdoável.

sábado, 31 de outubro de 2009

Meme - Et Pourtant

Imagem relacionada




31 de Outubro de 2009, Paris - França

Mon cher Louis,

Estou as margens do Sena tomando aquele vinho do bistrô de que tanto gosta.
Paris continua linda, com sua arquitetura contemporânea e seu aroma de poesia... Me sentei para sentir a brisa noturna e me perguntar "onde está você"?
Não importa mais "onde está", está longe de mim. Seus olhos azuis de mar em tormenta não estão me fitando neste momento, sua pele quente não está me proporcionando segurança, seus lábios róseos e voluptuosos não estão roçando minha face por puro prazer. Seu corpo não está junto ao meu nas noites quentes da cidade luz.

Oh mon cher, como me dói lembrar dos tempos em que fantasiávamos um amor como de Christine Daaé e de Visconde Raoul de Chagny*¹, onde o único fantasma que se entrepunha entre nós era o querer incessante de amar. Dói pensar nas poesias proclamadas de Boudelair em noites de luar, onde ao som de Jimi Hendrix divagávamos sobre o sentido de Liberté, Egalité, Fraternité ...

Ouço Jimi Hendrix - "Fox Lady", me lembro de como me seduziu com essa música e sem você ela se torna patética. Será que você não percebe que enquanto estamos juntos, nossos namoricos, nossas fantasias, nossos discursos filosóficos e até mesmo nosso cinema de domingo a tarde nos remete a Paris? Jamais me esquecerei da noite em que chegou em casa com ar de mistério e olhar malandro me dizendo "Mon coeur, faça as malas por que a cidade luz nos espera!", e se você não me segura eu teria caído ali mesmo, com um sorriso de garotinha que acaba de ganhar uma bicicleta nova e olhos marejados.

Naquela noite fizemos amor como nunca, seus beijos se perdendo nas curvas de meu corpo, nossos instintos em busca de puro prazer, minha pele desejando a tua, nossos corpos em plena união se tornando um só corpo. Tua voz rouca dizendo que me ama enquanto eu gemia de prazer... Prazer pelo sexo, prazer por ter você, prazer por Paris.

Com um Francês trêmulo e emoções jamais sentidas, exploramos cada museu, cada bistrô, cada monumento. Chorei ao ver a Torre Eifel e você me abraçou em silêncio, nossos olhares petrificados e sedentos de tudo que esta cidade teria a nos oferecer. Fotos não eram suficientes para registrar nossas descobertas, eu não sei o que mais me fascinou naquela viajem, se foi estar no cenário de pequenos detalhes que compõem minha vida (música, poesia, língua, arte) ou te ter de forma tão concreta ao meu lado. Porque aqui, em solo francês eu te tinha por completo. Sem fragmentos; sem  subterfúgios.

Foi tomando este mesmo vinho que você me disse que esta era a verdadeira liberdade, que esta cidade é sagrada e consagra nosso amor.

Mas o sentido de liberdade se infiltrou de tal forma em sua alma que algo entre nós se perdeu. Você descobriu novos ideais e não soube ou não quis conciliá-los aos nossos ideais. Porque nós tínhamos ideais de vida, de carreira, de futuro ... Respeitando nossa individualidade, porém, priorizando nossa relação.

Se afastou e quando consegui a bolsa de estudos para o mestrado, você, meu querido Louis, não ligou. E quando disse que queria você ao meu lado, deixou claro que viver em Paris, que viver comigo, não fazia parte dos seus planos. Não teve coragem de dizer que não me amava o suficiente, mas me feriu tanto com sua indiferença que também não tive coragem de dizer que se tivesse pedido eu teria ficado.

Sob a trilha sonora de promessas e pesares você me convenceu que a sua bendita liberdade não era um empecilho ao nosso amor e que mesmo com o distanciamento nós sempre seriamos um. Aos beijos e lágrimas de "até logo" ou seriam lágrimas de Adeus? você permitiu que eu subisse naquele avião, acreditando que nada mudaria.

Louis, Louis... Tenho uma canção para ti, uma canção para dizer-te aquilo que não consigo dizer em palavras. Uma canção para mostrar-te o quanto me sinto só e o quanto esses laços e promessas me fazem mal. Breves versos de Charles Aznavour para dizer-te em francês (e poderia ser diferente?) que por mais que o ame eu preciso viver, eu preciso buscar pelos meus ideais, uma vez que você preferiu pelos teus.

"Un beau matin, je sais que je m'éveillerai, Différemment de tous les autres jours, Et mon coeur délivré enfin de notre amour Et pourtant.. Et pourtant.. Sans un remords, sans un regret, je partirai Loin devant moi, sans espoir de retour Loin des yeux, loin du coeur, J'oublierai pour toujours Et ton corps, et tes bras, et ta voix, Mon amour"*²

E assim mon cher fico eu na descoberta de mim mesma de mim sem você na cidade em que fui mais feliz e que hoje me vê sofrer, digna de um drama Shakespeariano.

Au revoir,
Claudia.


*¹Personagens do Filme "O Fantasma da Ópera"

*² "Uma bonita manhã sei que despertar-me-ei,Diferentemente de todos os outros dias,E o meu coração livre enfim do nosso amor E no entanto... E no entanto.. Sem remorso, sem uma lamentação partirei, seguirei eu sem esperança de regresso Distante dos olhos distante do coração, esquecerei para sempre E o teu coração, e os teus braços, E a tua voz, O meu amor"
(Tradução da música Et Pourtant - Charles Aznavour)


Esta carta que escrevi faz parte de um meme proposto por Daniele Vieira. Foi proposto que os indicados fizessem uma carta como se rompesse com um certo alguém. A ideia da escritora foi inspirada na exposição Cuide de Você, da francesa Sophie Calle, que convidou 104 mulheres para interpretarem um e-mail de seu ex-namorado que gostaria de romper o relacionamento de ambos. (Fiquei sabendo do Meme através da minha querida amiga Adriely Soares (http://adri-elly.blogspot.com/) que me sugeriu o post a alguns meses atrás.)

As regras do meme são as seguintes:

1.: Escrever uma carta como se você estivesse rompendo com o seu (sua) namorado(a);
2.: Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme (como a que fiz acima);
3.: Indicar cinco pessoas



Os indicados: Livro 47; My crazy life; Jess; Micha Djeine; O retorno de Lívia Maria

Os indicados tem total liberdade para aceitar ou não a proposta.