terça-feira, 24 de novembro de 2009

Partida




A
s pessoas circulam caladas, o cheiro fúnebre das rosas adorna o ambiente, as lágrimas fluem assim como as águas de um rio. O nó na garganta se torna apenas um desconforto se comparado a dor no peito e o sangrar das almas.

Horas do mais puro jorrar de lembranças, pequenos momentos que se tornam dolorosamente pessoais e únicos, onde cada palavra proferida se torna preciosa, santificada.

O vazio da perda é como uma ferida aberta que dia após dia tende a se tornar apenas uma cicatriz, a tristeza se torna saudade.

E quando você se da conta que aquela voz se calou e sua alma passou a fazer parte do infinito, a vida passa a ter outro sentido, você passa a dar valor a cada sorrir, a cada olhar...

Fecho meus olhos e vejo sua face equilibrada, tranquila. Tão clara, tão lúcida é na "ausência" que sinto sua presença.

Serena e confiante ela parte, deixando em minha memória e em meu coração a mais nobre das lições. O amor!

Amor pela vida, amor pela família, o amor próprio.

Os parentes, os amigos, os filhos... cada um faz sua oração, é o momento da despedida. Mais uma vez as rosas que dividem seu aroma com o forte cheiro de terra molhada.

A chuva cai para lavar nossas almas e amenizar nossa dor enquanto a marcha fúnebre é a trilha sonora de um momento em que o silêncio é a mais longa das orações.



Esse texto era algo que estava devendo a mim mesma, lidar com a perda é sempre doloroso. Mas é preciso treinar o desapego e fazer as devidas despedidas. A ti minha querida tia "Rose" que não se encontra mais nesta esfera de nossas existencias.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

♥ SeLoS ²



10 Coisas que não saem da minha cabeça!

Perspectivas e planos de mais uma mudança;
Sobre amar;
Anne Rice (vidrei nos livros dela, se é que me entendem);
A distância e seus imperativos;
Como tornar o ócio lucrativo (Trabalhar!);
Auto-controle e dietas;
Feichecleres;
Guitar Hero (incrível como video games penetram em nossas mentes);
O retorno a faculdade
Chocolate x Sorvete (tô na dúvida).

Regras: ¹ Postar o link de quem te presenteou. ² Dizer 10 coisas que não saem da sua cabeça.
³ Indicar para 10 blogs e avisá-los. Obs: As indicações seram feitas no final do poste para os dois selos.


7 Coisas que ressalto em mim!

Sei ser sensível e realista (não necessariamente simultaneamente);
Teimosa, teimosa, teimosamente teimosa... ;
Ciumentamente ciumenta;
Devoradora de livros (para não dizer Fissurada, Vidrada, Compulsiva);
Feliz em demasia (traduzindo: tenho crises "histéricas" de riso);
Chocólotra compulsiva; (compulsiva de novo)
Acredito na vida, no amor e que as pessoas sempre tem algo de bom a oferecer.

Regras: ¹ Agradecer quem te deu o selo. ² Ser seguidora. ³ Escrever 7 coisas interessantes sobre mim e repassar pra 7 amigos.

Os dois selos me foi dado pela Jess pelos respectivos blogs (http://trickster-jess.blogspot.com/ e http://theredemption-jess.blogspot.com/).
Obs: Obrigada pelo carinho e pelos selos Jess, os adorei. (E devo confessar que foi interessante seguir "suas regras". :p)

Repassando: Repassarei os dois selos para as 10 pessoas, uma pequena "quebra" as regras que acredito ser perdoável.

sábado, 31 de outubro de 2009

Meme - Et Pourtant


31 de Outubro de 2009, Paris - França

Mon cher Louis,

Estou as margens do Sena tomando aquele vinho do bistrô de que tanto gosta.
Paris continua linda, com sua arquitetura céltica e seu aroma de poesia... Me sentei para sentir a brisa noturna e me perguntar "onde está você"?
Não importa mais "onde está", está longe de mim. Seus olhos azuis de mar em tormenta não estão me fitando neste momento, sua pele quente não está me proporcionando segurança, seus lábios roseos e volulptuosos não estão roçando minha face por puro prazer. Seu corpo não está junto ao meu nas noites quentes da cidade luz.

Oh mon cher, como me dói lembrar dos tempos em que fantasiavamos um amor como de Christine Daaé e de Visconde Raoul de Chagny*¹, onde o único fantasma que se entrepunha entre nós era o querer incessante de amar. Dói pensar nas poesias proclamadas de Boudelair em noites de luar, onde ao som de Jimi Hendrix divagavamos sobre o sentido de "Liberté, égalité, fraternité" ...

Ouço Jimi Hendrix "Fox Lady", me lembro de como me seduziu com essa música e sem você ela se torna patética. Será que você não percebe que enquanto estamos juntos nossos namoricos, nossas fantasias, nossos discursos filosóficos e até mesmo nosso cinema de domingo a tarde nos remete a Paris? Jamais me esquecerei do noite em que chegou em casa com ares de mistério e olhar malandro me dizendo "Mon coeur, faça as malas por que a cidade luz nos espera!", e se você não me segura eu teria caido ali mesmo, com um sorriso de garotinha que acaba de ganhar uma bicicleta nova e olhos marejados.

Naquela noite fizemos amor como nunca, seus beijos se perdendo nas curvas de meu corpo, nossos instintos em busca de puro prazer, minha pele desejando a tua, nossos corpos em plena união se tornando um só corpo. Tua voz rouca dizendo que me ama enquanto eu gemia de prazer... Prazer pelo sexo, prazer por ter você, prazer por Paris.

Com um Francês trêmulo e emoções jamais sentidas, exploramos cada museu, cada bistrô, cada monumento. Chorei ao ver a Torre Eifel e você me abraçou em silêncio, nossos olhares petrificados e sedentos de tudo que esta cidade teria a nos oferecer. Fotos não eram suficiêntes para registrar nossas descobertas, eu não sei o que mais me fascinou naquela viajem, se foi estar no cenário de pequenos detalhes que compõem minha vida (música, poesia, lingua, arte) ou te ter de forma tão concreta ao meu lado. Porque aqui, em solo francês eu te tinha por completo. Sem fragmentos e subterfúgios, foi tomando este mesmo vinho que você me disse que esta era a verdadeira liberdade, que esta cidade é sagrada e consagra nosso amor.

Mas o sentido de liberdade se infiltrou de tal forma em sua alma que algo entre nós se perdeu, você descobriu novos ideais e não soube (ou não quis) conciliá-los aos nossos ideais. Porque nós tinhamos ideais de vida, de carreira, de futuro ... Respeitando nossa individualidade porém priorisando nossa relação. Você se afastou e quando consegui a bolsa de estudos para o Mestrado você não ligou. E quando disse que queria você ao meu lado, deixou claro que viver em Paris, que viver comigo não fazia parte dos seus planos. Não teve coragem de dizer que não me amava o suficiente, mas me feriu tanto com sua indiferença que também não tive coragem de dizer que se tivesse pedido eu teria ficado.

Sob a trilha sonora de promessas e pesares você me convenceu que a sua bendita liberdade não era um empecilho ao nosso amor e que mesmo com o distanciamento nós sempre seriamos um. Aos beijos e lágrimas de "até logo" (ou seriam lágrimas de Adeus?) você permitiu que eu subisse naquele avião, acreditando que isso nada mudaria.

Louis, Louis... tenho uma canção para ti, uma canção para dizer-te aquilo que não consigo dizer em palavras. Uma canção para mostrar-te o quanto me sinto só e o quanto esses laços e promessas me fazem mal. Breves versos de Charles Aznavour para dizer-te em francês (e poderia ser diferente?) que por mais que o ame eu preciso viver, eu preciso buscar pelos meus ideais, uma vez que você preferiu pelos teus.

"Un beau matin, je sais que je m'éveillerai, Différemment de tous les autres jours, Et mon coeur délivré enfin de notre amour Et pourtant.. Et pourtant.. Sans un remords, sans un regret, je partirai Loin devant moi, sans espoir de retour Loin des yeux, loin du coeur, J'oublierai pour toujours Et ton corps, et tes bras, et ta voix, Mon amour"*²

E assim mon cher fico eu na descoberta de mim mesma (de mim sem você) na cidade em que fui mais feliz e que hoje me vê sofrer, dígna de um drama Shakspeariano.


Au revoir,
Claudia.


*¹Personagens do Filme "O Fantasma da Ópera"

*² "Uma bonita manhã sei que despertar-me-ei,Diferentemente de todos os outros dias,E o meu coração livre enfim do nosso amor E no entanto... E no entanto.. Sem remorso, sem uma lamentação partirei, seguirei eu sem esperança de regresso Distante dos olhos distante do coração, esquecerei para sempre E o teu coração, e os teus braços, E a tua voz, O meu amor"
(Tradução da música Et Pourtant - Charles Aznavour)


Esta carta que escrevi faz parte de um meme proposto por Daniele Vieira. Foi proposto que os indicados fizessem uma carta como se rompesse com um certo alguém. A idéia da escritora foi inspirada na exposição Cuide de Você, da francesa Sophie Calle, que convidou 104 mulheres para interpretarem um e-mail de seu ex-namorado que gostaria de romper o relacionamento de ambos. (Fiquei sabendo do Meme atravez da minha querida amiga Adriely Soares (http://adri-elly.blogspot.com/) que me sugeriu o post a alguns meses atrás.)

As regras do meme são as seguintes:

1.: Escrever uma carta como se você estivesse rompendo com o seu (sua) namorado(a);
2.: Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme (como a que fiz acima);
3.: Indicar cinco pessoas



Os indicados: Livro 47; My crazy life; Jess; Micha Djeine; O retorno de Lívia Maria

Os indicados tem total liberdade para aceitar ou não a proposta.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Selo Rosa - Porque a Vida deve ser Celebrada


Uma proposta feita pela minha querida Itinerante Neiva , que foi aceita de muito bom grado.

É muito simples, é só compartilhar conosco o que dá cor a sua vida, pessoas... coisas... sentimentos.

Vamos celebrar as coisas boas da vida?
Um convite a todos que acreditam que a vida deve ser celebrada!

*.*

1° - Pessoas que fazem parte de minha vida

Primeiramente minha família: Minha mãe, meus avós, meus primos (Fellipe e Brunna) que são os irmãos que não tive, minha Titi Linda (que mesmo não estando mais nesta etapa de nossa existência sempre fará parte de minha vida).

Logo em seguida meus amigos: Adrielly, Alex, Alini, Bianca, Carlos, Cristiele (cumade), Débora, Dani, Edvania, Fernanda, Janine, Lary, Lívia, Michele, Patrick (maninho), Paulo (amigo Paulo), Peth. São pessoas que mesmo estando longe fazem parte da minha história, pessoas que fizeram e fazem diferença sempre (inclusive os companheiros de msn, amigos de velha data).

E tem aqueles que a convivência é restrita, mas que em um ou outro momento me faz sentir saudades ou rir de tempos remotos. Pessoas que contribuíram com um sorriso, uma palavra, uma bronca...


2° - Natureza

Cheiro de terra molhada (chuva), o nascer do sol, árvores, o aroma e energia das flores, a paz dos cristais, os elementais que nos rodeiam, a força dos vegetais, o cantar dos passáros, a astúcia e pureza dos animais.

3° - Equilíbrio físico, espiritual e emocional

Sorrir para a vida mesmo nos dias de tempestade, tentar manter os pés no chão enquanto seu coração divaga em terrenos celestes, música para aliviar as angústias, calar quando não se tem nada positivo a dizer, ver o melhor que a vida nos proporciona a cada dia que passa...

4° - Anjos da guarda

Minhas bruxas que sempre me acompanham, minha mãe que é um poço de sensibilidade e bom senso e meus amigos (sem eles nada seria eu).

5° - Atitude positiva perante a vida

A VIDA TEM QUE SER VIVIDA SEM PERDER A MAGIA DE SORRIR!

*.*

Repassando!

Espero que gostem e fiquem a vontade para posta-los ou não.

_Necessidade_
QUE TAL UM CAFÉ E PAPO?
Walking Memories
My crazy life!
Livro 47
# тяιcкѕтєя - тнє ι∂єитιту #
PVC
Quero ver Irene dar sua risada

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Risos soltos, levesa no ar.


A
menininha de cabelos claros e gatos de pelúcia, um quarto de princesa e sonhos de conto de fadas. O primeiro livro da escola primária, a primeira amizade abalada. O vinil da Xuxa, aroma de margarida e infância perene.

Os raios solares anunciam o nascer de um novo dia, não é natal, mas é dia de presentes e alegria...


Aquele parque onde nada é mais encantador do que a liberdade e vôos altos de um balanço e o friuzinho na barriga na hora de descer o escorrega. As confidências com a amiga de tranças cor de rosa numa casa de boneca, onde o seu maior medo é de seu pai não estar na porta do colégio na hora em que o sino tocar.

Domingo é dia de mimos e macarronada da casa dos avós, onde se sente mimada e que tudo pode...

São tantos os cheiros e memórias de uma criança, que nem o primeiro tombo de patins nem o a descoberta do sabor favorito de sorvete pode contar. Lembranças e segredos que nenhum adulto pode desvendar.

Pais separados, amigos dispersados, familiares para todos os lados... Ser criança é saber lidar com a vida de forma serena e amena.

Sentir um friozinho na barriga no primeiro dia de aula, dar birra por que quer uma viseira que vira um disco, saber dizer
Eu te Amo sem medo de sofrer.

Ser maduro quando todos menos esperam e com sua mão pequenina dizer aos adultos que você já é uma mocinha, olhar no fundo dos olhos do adulto que ama e dizer que vai dar tudo certo.

A primeira paixão surge sempre na infância, na fase em que meninos é seu pior pesadelo e que o bebê que acaba de nascer é seu maior tesouro. É a fase onde aprende a ouvir não e a moderar aquilo que pensa.

Ser criança é poder andar descalça, fazer anjinho de sabão e tomar banho de bacia. Brincar de barbie até o entardecer e dizer a todas as suas amiguinhas da rua que quando você crescer será professora e sempre vai ajudar sua mãe a lavar a louça.


Fazer careta toda vez que sente cheiro de pimenta, fugir de um vidro de remédio, comer
Doril achando que é Mm'S, desenhar na parede e depois ter limpar tudo com detergente.

Arteira, sorridente e com curiosidade de viver... Você cresce!

E descobre, que ser criança não era tão ruim assim. Que ir a escola era mais divertido que se possa admitir, que os meninos não são tão bobocas e dispensáveis como você previa e a medos que te acompanham por todas as idades, como ir ao dentista.


Mas que mesmo assim é divertido crescer e resgatar a menininha de cabelos claros e gatos de pelúcia.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Encontro de olhares



M
úsica alta, casa cheia, risos soltos e muita champanhe. A festa é um sucesso e meus nervos estão a flor da pele, cada detalhe foi conferido pessoalmente por mim inúmeras vezes e mesmo assim as pontas de meus dedos ainda estão dormentes. Isso sempre acontece quanto estou ansiosa.
Ele se aproxima com uma taça de champanhe e seu sorriso torto, impecavelmente bem vestido. Passo as mãos pelos cabelos e lhe lanço um olhar irônico, afinal ele não sabe que perco o ar só de sentir o seu cheiro (e que cheiro).

Me parabeniza pelo evento e me oferece a taça de champanhe, sem desviar um instante se quer de meu olhar. Agradeço sua gentileza e pergunto o que ele está achando da festa... Uma breve conversa sobre amenidades, que não são tão amenas assim.

Ele me convida para dançar com um olhar zombeteiro, desafiador... Olho a minha volta, tudo está na mais perfeita ordem. Não tenho motivos para me esquivar, não quero me esquivar.
Sinto o toque de sua mão em minha cintura, a proximidade daquele corpo tão perto do meu.

Por algumas horas esqueço a tenção de semanas e me entrego ao compasso da música e a levesa do champanhe, ele é meu guia e meu destino.
As palavras se calam, os olhares se deliciam, se entendem. Não há nada mais sensual que um encontro de olhares ardentes, quentes e sedentos.

A festa acaba, mas minha noite está prestes a começar. Eu com meu olhar irônico e ele com seu sorriso torto. Meus pés o acompanham como na mais sublime das valsas, e ele me guia sem vacilar. Sem exitos nem porquês, apenas instintos e olhares.

Uma suíte de um hotel, o único som presente é do blues. Nossos olhares faiscam paixão, o desejo transcende, faísca. Atinge nossos corpos, que se tornam um.

De olhos bem abertos, pele na pele e uma mistura de cheiros, nos devoramos. Os olhos dele é fogo em brasa e os meus de uma felina em caça. Selvageria presente, instintos gritantes... Gozo eminente!

Olhares irônicos... Sorrisos tortos.

sábado, 26 de setembro de 2009

Crise Existencial




M
inha mente está cheia de informações e não sei mais quem ser nem o que sou. É tão difícil querer ser autêntica sem se tornar cética, são tantas cobranças, são tantos os padrões e convenções que a loucura se tornou uma normalidade.

Não me contento mais com as pequenas coisas que antes me eram suficiêntes, boa música para espantar o vazio, chocolate para suprir a falta de sexo, palavras gentis para me sentir querida, dormir para não ver a vida passar, comer para me sentir satisfeita... E o mais triste, rir de mim mesma para não encarar o quão fútil e patética estou me tornando.

Meus olhos já não brilham frente a nada, a dificuldade de lidar com a perda se camuflã com o desejo de ser bem resolvida. Exatamente quando nada está bem resolvido. O anjo da morte tem cruzado meu caminho de forma impiedosa, vejo a morte de forma multifacetada, afinal ela tem me mostrado muitas faces. Ela passa e leva aos poucos o melhor de mim.

A maior das dificuldades não é lidar com adversidades externas, mas sim com as batalhas que se travam no mais íntimo de seu ser. O mundo não para por que você está vazia.

Queria conseguir esbravejar minha cólera num ímpeto de humanidade, chorar rios de lamentações, esvaziar minha mente, meu peito e voltar a rir de mim mesma... De minha tolice por exitar que "a vida deve ser vivida sem perder a magia de sorrir".

Sinto-me sufocar, são tantos sentimentos ignorados que o isolamento não é suficiente para calar a dor de minh'alma. Eu quero viver, me encantar, arriscar, ousar, revolucionar... Eu quero sofrer e seguir em frente.

O sofrimento não é um mal, o mal é não sabermos sofrer. Prorrogar um sofrimento por anos a fio por medo é covardia, e esse é o meu maior medo. Me olhar no espelho e ver reflêxos de alguém que não viveu por que é covarde, porque não ousou ser rebelde e dizer aos tiranos de sua vida que mesmo sem saber o caminho você o procuraria.

O que adianta ser politicamente consciênte e emocionalmente dependente?

Chamar pessoas de hipócrita é mais fácil do que se auto proclamar fútil. Um alguém que não sabe o que quer da vida, e mesmo que saiba não tem a mínima idéia de como conseguir.

Eu quero viver minhas dores e enterra-las... Eu quero voltar a rir de mim mesma por puro prazer, sem porquês!